quinta-feira, 19 de maio de 2011

Palocci: o sucesso!


Não entendo nada de economia, mas se precisasse tirar qualquer dúvida, jamais seria com o Palocci, ele é muito caro. Afinal, aumentar vinte vezes o patrimônio em quatro anos! Deve ser o preço que ele cobra por uma consulta, ah só pode ser...
Pois é, o cara é o sucesso... Deve ter, então, mais gente viciada em consultar o Palocci que naquele cigarro, Holywood, que também já foi “o sucesso”. (Mas isso já é velho demais; Palocci está na vez). Mesmo assim, vale a analogia: se, por um lado, tem quem gaste muito com cigarro, por outro, deve haver quem gaste muito com Palocci. Será? Se for o caso o Governo deveria cobrar imposto sobre o consumo de Palocci para não perder a chance de lucrar e o Ministério da Saúde advertir dos riscos, ah, para a saúde econômica.
É verdade que ainda falta fazer uma pesquisa, quer dizer, investigar... para saber se Palocci é um caso de Segurança Pública ou de Saúde Pública. Pode ser... Vai que Palocci vicia!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pirracinha Patriótica

Bom, deu uma pane no Blogger e simplesmente sumiu o texto que havia aqui com o título “Pirracinha Patriótica”. Portanto, tentarei recompô-lo aqui embaixo, já que não tinha salvo em meu pc, agora vai assim mesmo e sem revisão, era o seguinte:

Pirracinha Patriótica

Lembro-me que, quando pequeno, ao aprontar algo com um coleguinha, mesmo que não fosse tão colega assim, a senhora minha mãe, que aliás, nunca obrigou-me a chamá-la “senhora”, exigia que se pedisse desculpas, independente dos motivos (poderia ser culpa do coleguinha), que me levassem a injuriá-lo ou ultrapassar os limites territoriais do respeito ao próximo. Verdade que nem sempre era fácil engolir o orgulho, alguma birra acontecia, mas desculpar-se exigia de mim uma certa dose de maturidade, que desenvolveria a cada erro.
Vamos ao ponto: em um dia qualquer desta semana (certamente, depois do dia dois de maio), li a no mínimo curiosa manchete em um jornal local: “EUA se recusam a pedir desculpa ao Paquistão”. Confesso que não li a matéria, mas me diverti em imaginar, fazia menção, por suposto, à invasão e assassinato daquele famoso líder, que tanto aterrorizou os EUA, de sobrenome Laden. A "desculpa" deveria ser pelo fato de os americanos terem entrado naquele país sem pedir. Tal fato, imaginem, é como se um vizinho resolvesse, do nada, entrar no seu quintal, para dar cabo de seu cachorro que late muito alto, ou ainda, dar uma lição em seu filho que lhe quebrou as vidraças da janela jogando bola. Bom, orienta a regra do “bem viver” que o mínimo que devemos fazer ao invadir o quintal dos outros, mesmo por acidente (suponhamos que errou de porta), é pedir desculpas.
Esperar um pedido de desculpas de um país tão "importante" como os Estados Unidos e que se orgulha de ser a “Terra da Oportunidade” não é tão simples. Porém, convenhamos, uma oportunidade aí foi perdida pelo atual presidente americano de nome engraçado, a oportunidade de se desculpar e mostrar ao mundo como se trata um país com o devido respeito, afinal, na altura do acontecimentos, fazer pirracinha pra não pedir desculpas fica feio pra qualquer homem feito.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Paranóide

Um termo empregado pelos médicos para caracterizar um dos tipos de esquizofrenia existentes. A esquizofrenia é uma patologia psíquica que distorce a noção da realidade. Quando um esquizofrênico é do tipo paranóide: ouve vozes, mistura realidade e religião, tem alucinações, mania de perseguição, entre outros.

Essa semana, exatamente no dia 2/05/2011, tive a surpresa. Ao chegar em casa, soube pela televisão que Bin Laden foi morto. Morto e enterrado, melhor, morto e mareado (o pior trocadilho já feito), posto que, supõe-se, seu corpo foi jogado ao mar, supõe-se.

Segundo contam, dez anos se passaram até esse dia e antes disso muitas coisas foram ditas, muitas ameaças foram lançadas tanto por parte deste suposto Bin Laden, quanto por parte daquele Bush. O primeiro, ameaçava os Estados Unidos com ataques “terroristas”, e parece ter cumprido alguns, parece, pelo que disseram os jornais por aí, o segundo, jurava vingança e declarava guerra (o que já é tradição para esse jovem país). Agora, o mais interessante, é que tanto um quanto outro justificavam a maioria de seus atos através da religião, era tudo em nome Deus ou Allah. E deus, de certa forma, devia estar com cada um deles ou na cabeça de cada um deles, assim como estava na cabeça daquele malfadado jovem de Realengo (ouvia vozes ele?) que, através de sua esquizofrenia, achava que era o escolhido (não pelo povo, como o americano), para purificar o mundo, tinha portanto seus motivos religiosos, o que geralmente é um dos temas que afetam essas mentes distorcidas. Enfim, será que Bush ouve vozes? Bin Laden ouvia vozes? Obama? O povo americano? A al Qaeda? Todos ouvem vozes?

Talvez esteja acontecendo nesse exato momento uma epidemia de esquizofrenia nos Estados Unidos e todos ouçam vozes de purificação, vingança, guerra e coisas do tipo e que deve ter afetado o atual presidente, que resolveu acabar com o perseguidor, afinal, isso não afetava somente ele, pois todo o país cria estar sendo perseguido por terroristas que queriam “botar o terror” mesmo com bombas e aviões.

A suposta esquizofrenia não para aí. Tem um outro lado: aqueles que acreditam que nada aconteceu exatamente como dizem as vozes, que existe toda uma conspiração por trás disso tudo, afinal, onde estão os destroços daqueles aviões que acertaram as torres gêmeas do World Trade Center, ninguém viu. Alguns dizem que derreteram, engenheiros dizem que é impossível na temperatura que a explosão atingiu. Isso é só uma parte, existem filmes e documentários sobre o assunto. Olhe lá, não serão essas pessoas também vítimas da esquizofrenia? Afinal, em que acreditar, estaremos realmente diante de uma síndrome contagiosa de esquizofrenia?! E por que diabos não enterraram o corpo de Osama Bin Laden para aqueles que só acreditam vendo pudessem acreditar? Para não criar um ponto de visitação de seus seguidores, respondem, e tentam provar a morte com exames de DNA? Tudo bem, mas isso ainda vai dar pano pra manga, algo do tipo: Osama não morreu.

Diante de tanta loucura me pergunto, estarei louco eu? Afinal, existe alguma ficção nessa realidade toda ou alguma realidade nessa ficção? Estarão nesse momento, os integrantes da al Qaeda, imaginando um sucessor pra “botar o terror” nos “malvados” americanos, estarão os americanos aterrorizados só de imaginar quando a próxima bomba cairá em suas cabeças? E nos altos bastidores? Estarão os magnatas bancários pensando em formas de tirar proveito de toda essa guerra ao terror com mais financiamentos às armas e um novo projeto de personagem para aterrorizar todo o mundo por mais dez anos? Será isso tudo ou não será nada disso? Estarei eu ouvindo muitas vozes?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O (Re)encontro

Aconteceu em minha cidade uma história que parece ficção, o que não é de todo estranho posto que muitas ficções pareçam reais.

Fulana (guardo o nome por resguardo) foi dada para ser criada ainda muito nova, ela e seus irmãos, não sei quantos eram, nunca conheci Fulana de fato, de seus pais sabia ela os nomes e a profissão.

Fulana, cresceu, arrumou emprego, arrumou marido e filhos e foi morar no interior do Estado. O marido de Fulana resolveu (como se isso fosse resolvido) ter, num belo dia, uma irritação nas conjuntivas, ou seja lá o que for, não li seu laudo, e saíram para a cidade grande.

Fulano (guardo o nome pelo mesmo resguardo), morador de uma outra cidadezinha no interior daquele mesmo Estado,fora dado para criar muito novo, nunca conhecera os pais. Sabia que trabalhavam no circo e conhecia, sabe-se lá como, o nome da mãe. Nada mais Fulano sabia de si, melhor dizendo, dos seus. Certo dia, fulano resolve ter uma irritação na conjuntiva...

Em um grande hospital, responsável pelo atendimento de um grande município, numa das salas de espera, no setor de oftamologia, Fulana aguardava a vez de seu marido ser atendido. Era uma quinta-feira, de um dia qualquer, cujo marido tinha hora marcada. Fulana repara em um homem, curiosamente. O tempo passa. A assistente abre a porta e anuncia um nome completo. Fulano Brotado da Silva. Fulana foi tomada num sobressalto. O homem caminhou sob olhos curiosos até a porta do oftalmologista. Na saída o encontro:

- Olá, você se chama Fulano Brotado da Silva?
- Sim! Ele repara aquela mulher com curiosidade.
- Que nem eu! Meus sobrenomes! Emocionada. Qual o nome de seus pais?
- De minha mãe é Rovena Brotado da Silva. De meu pai não sei, eles trabalhavam em circo.
- Era Sebastião.

O homem, surpreso com a revelação, viu uma irmã nascer diante dele aos trinta e seis anos de idade, formada, pronta e inacabada como todos. Ela sabia que tinha um irmão, ele nada sabia dos seus, até aquele momento. Dessa surpresa da vida, uma nova aventura, encontrar os outros irmãos perdidos. O desfecho dessa história, ainda não foi escrito.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O atirador de Realengo

Ninguém tem dúvida, foi um acontecimento bárbaro, uma tragédia capaz de comover até os mais frios corações, a notícia do atirador de Realengo. Falar que alguém tenha invadido uma escola e atentado contra a vida de estudantes já não é novidade, fora do Brasil; aqui o povo não está habituado a este tipo de violência, assalto à mão armada, sequestro, abuso de poder e corrupção sim, mas atiradores loucos que invadem escolas ninguém ouvira falar.

Sim, foi terrível a tragédia no Rio de Janeiro e por isso precisa ser lembrado para que as autoridades possam se preparar melhor para esse tipo de atitude bárbara. Essa é a ideia. Agora, o que não faz sentido é a forma como os meios de comunicação, principalmente a internet, se apropriam disso para prolongar ao máximo os dividendos da notícia. O horror é vivido e revivido à exaustão, as imagens do assassino são expostas diversas vezes em várias situações possíveis de forma a banalizá-lo por superexposição: várias reportagens, o histórico completo, o perfil psicológico, a casa pinchada, a opinião do doutor e do vizinho, o sofrimento de cada envolvido, a carta, uma análise da carta, a missa e por vezes novas imagens do atirador (fazendo pose) ou mesmo novos vídeos do atirador e tudo isso e muito mais na internet com as devidas propagandas que ali couberem e até mesmo um link dedicado ao tema. E assim vai, enquanto a notícia vender.

Até que ponto o horror é mercadoria? Até que ponto isso atrai? Onde fica a ética? Primeiro, parece existir um interesse natural por esse tipo de assunto, uma vez que o fato acontece e é tido por bizarro passa a ser superinteressante para uma parcela significante de pessoas. Essa é a demanda existente para esse tipo de assunto. O bizarro é tanto uma pessoa cometer uma barbaridade desumana, quanto o interesse desmedido dos humanos pelo horror. Segundo, somos atraídos por isso até o limite de nossa consciência, onde fica isso, porém, é impreciso. Banalizar a informação parece o ato mais consciente daqueles que lucram com isso e a consciência disso não é interessante para esse mercado. Por fim, em terceiro, a ética pouco existe nesse mundo da comunicação que deveras não comunica quase nada, seu serviço maior é consigo, inflar o absurdo, que já chama atenção in natura, até o ponto em que não se possa mais tirar lucros do horror.

Essa é a banalização da barbárie. Um desserviço de certos veículos de comunicação que, ao contrário de informar e possibilitar alguma crítica, se isso ainda é possível, aproveitam-se da situação para extrair da violência uma grana a mais, afinal, negócios são negócios.

E o pior é ainda ter que escrever sobre isso.